Padrões prontos em PT-BR — informacional, transacional, navegacional, local — para colar direto no GSC, Looker Studio, GA4, Ahrefs, Semrush e pandas. Sem tradução, sem perda de captura.
O padrão clássico de filtro informacional começa com (?i)^(what|how|why|when|where...) — funciona perfeitamente em portfólios anglófonos. Aplicado ao GSC de um cliente brasileiro, captura zero queries. Não porque elas não existam: porque o cliente busca o que é, como fazer, por que.
O segundo problema escapa do idioma: agregar CTR médio sobre o portfólio inteiro mistura uma query navegacional pela própria marca com uma informacional de topo de funil. As duas exigem decisões opostas de conteúdo, lance e medição.
A boa notícia: o GSC, Looker Studio, Ahrefs e Semrush aceitam filtros REGEX. Reconstruir a segmentação por intenção é viável a posteriori — desde que os padrões falem a língua das queries reais do cliente.
Modelo clássico de Broder (2002) — ainda é o ponto de partida acionável para qualquer diagnóstico de portfólio orgânico.
Quem quer aprender, entender, comparar conceitos. Topo de funil. Conteúdo educacional, blog, glossário.
Quem está pronto para comprar ou já investiga preço e alternativas. Fundo de funil. Páginas de produto, comparativos.
Quem já decidiu o destino. CTR muito alta na primeira posição. Garantir a disponibilidade da página.
Quem busca algo geograficamente próximo. Responde a Google Business Profile e SEO local, não a conteúdo orgânico tradicional.
O padrão abaixo captura queries que começam com pronome interrogativo ou verbo de aprendizado em português brasileiro. A âncora ^ exige que o termo esteja no início — evita falsos positivos como "melhor curso de como fazer".
(?i)^(o\s+que|como|por\s+que|porque|quando|onde|quem|qual|quais|significado|significa|definição|definicao|exemplo|tutorial|guia|aprend|explic)
Captura na prática: o que é seo, como configurar gsc, por que minhas vendas caíram, guia de google ads.
Cole no GSC: Performance → Queries → + New → Query → Custom (regex). O resultado é a fatia informacional do portfólio, isolada de tudo mais. Na apostila completa estão os equivalentes transacional, navegacional, local, "como fazer", "o que é", "por que", "quanto custa", "melhor / vs" e filtros por comprimento de query.
Uma query de busca não é apenas uma string — é uma amostra de intenção. Tratá-la como qualquer coisa menos do que isso é a falha analítica mais comum deste campo.
O Google preserva diacríticos nas queries do GSC: preço, próximo, horário, endereço, avaliação. Um padrão que captura só preco sem captar preço faz subcontagem silenciosa — fácil errar, difícil notar.
A solução prática é duplicar formas no próprio grupo de alternância: (preço|preco), (promoção|promocao), (avaliação|avaliacao). Cada padrão da apostila já vem assim. Alternativa: normalizar o texto antes da filtragem com unicodedata.normalize('NFKD', ...) em Python, e usar só a forma sem acento.
Export do GSC/Ahrefs/Semrush. Aplicar filtros de intenção primeiro, comprimento depois.
Validar se a página servida casa com a intenção inferida. Divergência grande = ajuste de copy ou nova página.
Amostrar 30 queries por bucket. Concordância abaixo de 80% indica que os padrões precisam de ajuste léxico.
8 capítulos, 43 blocks, ~38 minutos de leitura. Padrões PT-BR prontos para colar — informacional, transacional, navegacional, local — junto com filtros de pergunta (como fazer, o que é, por que, quanto custa, melhor / vs), comprimento de query e apêndice em inglês para portfólios bilíngues.